domingo, 27 de julho de 2014
sábado, 26 de julho de 2014
PRÓPOLIS ORGÂNICO: ANTIMICROBIANO E ANTIOXIDANTE
08/07/2014
Por José Tadeu Arantes
Agência FAPESP – O Brasil é o segundo maior produtor mundial de própolis, sendo superado apenas pela China. Das 700 a 800 toneladas de própolis consumidas anualmente no mundo, o país responde por 150 a 170 toneladas, atendendo, entre outros clientes, a 80% da demanda do mercado japonês. No entanto, o número de patentes brasileiras em relação ao produto é, ainda, extremamente baixo. Estima-se que mais de 43% das patentes mundiais com própolis brasileiras tenham sido depositadas por instituições ou empresas do Japão.
Há, atualmente, um forte interesse do mercado europeu pela própolis orgânica certificada produzida no Brasil, porque o produto estaria isento de metais pesados e contaminantes microbianos, bem como pela peculiaridade de seu sabor suave. Mas não havia, até recentemente, nenhum estudo atestando que essa própolis fosse capaz de atender às expectativas dos consumidores, que buscam o produto por suas possíveis propriedades antioxidantes, antimicrobianas, anti-inflamatórias, anticariogênicas e até mesmo anticancerígenas.
Um estudo que confirmou as propriedades antioxidantes e antimicrobianas da própolis orgânica certificada produzida na Região Sul do Brasil foi finalizado recentemente pelo engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar, professor associado da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da FAPESP.
Em colaboração com o farmacêutico Pedro Luiz Rosalen, professor titular de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e com a participação da doutoranda Ana Paula Tiveron(Esalq) e do pós-doutorando Bruno Bueno Silva (Instituto de Ciências Biomédicas, USP), ambos bolsistas da FAPESP, Alencar investigou 78 amostras, coletadas no sul do Paraná e norte de Santa Catarina, em diferentes apiários.
Nesse total, identificou sete variantes de própolis orgânica, com comprovadas atividades antioxidante (avaliada pelos métodos de sequestro do radical superóxido, do radical peroxila e do ácido hipocloroso) e antimicrobiana (em relação às bactérias Streptococcus mutans,Streptococcus sobrinus, Staphylococcus aureus, Streptococcus oralis e Pseudomonas aeruginosa).
“Foi uma constatação importante porque havia dúvida em relação a essas própolis orgânicas, por causa dos teores muito baixos de flavonoides, que são as substâncias notoriamente responsáveis pelas propriedades antioxidantes e antimicrobianas das própolis, principalmente de clima temperado. Porém, verificamos que essas mesmas propriedades são exercidas, com igual eficácia, pelos ácidos fenólicos”, disse Alencar à Agência FAPESP. “Constatamos, nas variedades pesquisadas, altos teores de ácidos gálico, cafeico e cumárico, entre outros tipos de ácidos fenólicos.”
Os ácidos fenólicos e os flavonoides pertencem à mesma classe química dos compostos fenólicos, cuja principal característica é a presença em suas moléculas de pelo menos um radical hidroxila ligado a um anel benzênico.
“A atividade antioxidante decorre da doação de elétrons ou átomos de hidrogênio, originários da hidroxila, que reduzem os radicais livres oxidantes. Já a atividade antimicrobiana decorre de um entre os três modos de ação seguintes: (1) reação com a membrana celular, alterando sua permeabilidade e causando perda de constituintes celulares ou mudanças conformacionais em ácidos graxos dessa membrana; (2) inativação de sistemas enzimáticos ou de enzimas essenciais, como a H+ATPase; ou (3) suprarregulação ou infrarregulação, envolvendo genes de adaptação ao estresse, glicólises e outros fatores”, explicaram Alencar e Rosalen.
Atividade protetora
A atividade antimicrobiana da própolis já era empiricamente conhecida pelos antigos sacerdotes egípcios, que a utilizavam no processo de embalsamamento, para proteger as múmias do ataque de fungos e bactérias. Há relatos de uso da própolis também na Idade Média, para prevenir infecções no cordão umbilical de recém-nascidos. E, até mesmo na Segunda Guerra Mundial, a própolis foi empregada como agente cicatrizante e antimicrobiano no tratamento de soldados em alguns hospitais da antiga União Soviética.
O produto consiste, basicamente, em uma resina vegetal, exsudada por plantas, e coletada em botões florais pelas abelhas presentes no bioma. As abelhas recolhem a resina e a carregam para a colmeia, onde ela desempenha várias funções úteis, como as de vedação, impermeabilização e assepsia ambiental, entre outras. Foram essas funções, essenciais para a preservação da colmeia, que fizeram com que o material fosse chamado de “própolis” (do grego, pro, “em benefício de”, epolis, “cidade”).
“Muitas plantas secretam resinas para proteger os brotos e as folhas em crescimento. Por causa de sua constituição, rica em compostos fenólicos, essas resinas têm um grande poder antioxidante, antifúngico e antibacteriano. As abelhas raspam as plantas e transportam as resinas”, detalhou Alencar.
“Uma vez na colmeia, a função da própolis é, antes de tudo, de proteção física, pois as abelhas têm fobia à luz e utilizam a resina para vedar as frestas e criar um ambiente penumbroso e termicamente isolado. Em razão de sua ação antimicrobiana, o material funciona também como um poderoso esterilizador, fazendo com que a atmosfera interna da colmeia seja muito mais estéril do que a atmosfera externa.”
Os produtores retiram a própolis, abrindo janelas laterais, de dois a três centímetros de altura, na cobertura resinosa da colmeia – janelas que as abelhas voltam a fechar, com mais resina.
“As amostras que colhemos foram produzidas em áreas de mata nativa ou de reflorestamento. E isso confere à produção da própolis orgânica uma virtude a mais, que é a de estimular a preservação ambiental, indispensável ao êxito do empreendimento”, afirmou o pesquisador.
“A doutoranda Ana Paulo Tiveron está pesquisando, por meio das técnicas de HPLC semipreparativo e espectrometria de massas, os compostos bioativos responsáveis pela atividade antioxidante. Esperamos que, com a identificação desses compostos biologicamente ativos, possamos ter marcadores químicos para essas própolis”, disse.
“Estamos com os trabalhos bastante adiantados para, muito em breve, depositar patentes associadas à própolis orgânica, garantindo a propriedade intelectual ao país”, acrescentou.
O passo seguinte, já planejado por Alencar e Rosalen, será o estudo da possível atividade anti-inflamatória e antinociceptiva (analgésica) e da citotoxicidade e da ação antiproliferativa (anticancerígena) da própolis orgânica.
Além disso, os pesquisadores pretendem investigar as eventuais diferenças entre as soluções aquosa e alcoólica de própolis. A pesquisa que conduziram até agora foi feita com a solução alcoólica, que é a mais fácil de produzir. Porém, como muitos consumidores não podem ou não querem ingerir álcool, existe uma demanda crescente pelo extrato aquoso. “A empresa que industrializa o produto na região de União da Vitória, no Paraná, está muito interessada em atender esse segmento do mercado e nos solicitou um estudo a respeito”, afirmou Alencar.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
ESTADIOS DA COPA PODERIAN TRANSFORMARSE EM CASAS POPULARES
| Arena da Dunas transformada em casas populares- foto Jobson Galdino 1week 1 project |
| Foto: 1 week 1 project
Qual será o destino dos estádios construídos no Brasil para a Copa do Mundo 2014?
Umas 250 mil pessoas foram deslocadas de suas casas durante a construção das obras da Copa, incluindo uma duzia de estádios , dos quais muitos permanecerão sem uso, convertidos em caríssimos elefantes brancos.
Os arquitetos franceses Axel de Stampa e Sylvain Macaux tem uma proposta para esses estádios, chamada Casas Futebol.
Casas Futebol consiste em construir módulos de casas de 105 metros quadrados. Os arquitetos declaram que não querem prejudicar o esporte mais popular de Brasil. Os estádios continuariam funcionando para jogos de futebol e parte dos lucros dos mesmos iriam para colaborar com a manutenção das casas populares.
fonte da matéria: http://www.1week1project.org/2014/07/06/casa-futebol/
fotos: 1 week1project
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domingo, 13 de julho de 2014
MARKETING ALEMAN EN UN BRASIL CON SINDROME DE ESTOCOLMO
por Patricia Grinberg
fotos Toni Ormundo
Santa Cruz Cabralia, Bahia, Brasil.
La máquina blizkrieg de marketing de la selección de futbol de Alemania avanzó como un tanque blindado en los 35 días que el equipo se hospedó en esta ciudad turística, pero reforzó sus proyectiles después del 7 a 1, lanzándolos en la tierra fertil de un Brasil con síndrome de Estocolmo.
Dos elementos, uno de grande repercusión y otro casi anecdótico, salieron de las previsiones alemanas: la posición pro Argentina del ícono Neymar, y la protesta del bahiano Caetano Veloso porque la DFB utilizó su canción Luz de Tieta en un video oficial de los jugadores y su bucólica vida en Bahia, sin siquiera comunicarse con el autor.
http://ecotrilhasantoandrebahia.blogspot.com.br/2014/07/eta-eta-eta-caetano-veloso-nao-gostou.html
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| Fuente: Fbook De Zurda, programa de Telesur |
Oliver Bierhoff, el eficaz hombre de marketing y relaciones corporativas de la selección alemana, dejó de sonreir por algunos segundos cuando esta cronista le preguntó sobre la postura de Neymar, en la conferencia de prensa que el equipo ofreció el viernes último aqui, antes de partir para Rio de Janeiro.
"Eso no nos importa... estamos seguros que gran parte del pueblo brasilero nos apoyará, mire estas personas...", dijo Bierhoff señalando a los indígenas Pataxó a los que acababa de entregar un cheque de 10.000 euros para comprar una ambulancia.
http://ecotrilhasantoandrebahia.blogspot.com.br/2014/07/indigenas-pataxo-da-aldeia-nova-coroa_11.html
Los indígenas prometieron "torcer" (alentar) por Alemania en la final de la Copa y hasta entregaron a Bierhoff un documento reclamando al gobierno federal de Brasil la demarcación de sus tierras, el colmo del síndrome Estocolmo,
Brillante, también, debemos decirlo, la elección de los colores de la camiseta de reserva alemana, casi igual a la del popular club Flamengo.
En las redes sociales, el chico propaganda del equipo, el carismatico polaco naturalizado alemán Lukas Podolski, no para de publicar post exaltando a "amarelinha".
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| Fuente: Fbook Lukas Podolski |
Ya lo mencionamos en otros artículos, y vale reconocerlo, la selección alemana es un grupo "unido y organizado" dentro y fuera de la cancha.
Espontaneidad? Dejemos éso para nosotros, los de la cruz del sur, que también estamos aprendiendo la unión y la organización, Al final, somos los que prenden y apagan la luz.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
INDIGENAS PATAXO DA ALDEIA NOVA COROA GANHAM AMBULANCIA DA SELECAO ALEMA
por Patricia Grinberg
fotos Toni Ormundo
Santo André, Santa Cruz Cabrália, Bahia.-
Os alemães não tem Papa, desde que Joseph Ratzinger- Bento XVI- renunciou e foi substituído pelo argentino Jorge Bergoglio. O Papa Francisco foi mencionado na coletiva de imprensa de hoje da seleção da Alemanha por um jornalista desse pais, que humoristicamente lembrou aos jogadores Müller e Lham que Argentina conta com o reforço das "forças celestiais". Mas Alemanha terá, pelo menos, a torcida dos indígenas pataxó destas terras do sul da Bahia, que ganharam um cheque de 10.000 euros para comprar uma ambulância.
Uma delegação da Aldeia Nova Coroa, da Coroa Vermelha, liderada pelos caciques Pequi e Zeca Pataxó, se apresentou hoje na coletiva de imprensa e recebeu o cheque de mãos do manager da seleção, Oliver Bierhoff, "para comprar uma ambulância".
Os pataxó retribuíram com uma gamela de madeira e outros artesanatos da aldeia, e dançaram um Awê, mas também prometeram torcer pela Alemanha no próximo domingo.
Os indígenas aproveitaram a presença da imprensa para reclamar que as terras que ocupam e reivindicam, na Coroa Vermelha, a uns sete quilômetros ao sul desta vila, sejam demarcadas pelo governo federal do Brasil.
Enquanto as acoes sociais nesta vila, onde se hospedou a seleção, mais uma vez os visitantes trocaram as bolas, para utilizar linguagem futebolística. Bierhoff disse que o campo de futebol de Santo André "será construído e a obra será finalizada". Vale esclarecer novamente que esse campo já existia e a contribuição dos alemães foi o gramado que está sendo colocado sobre um aterro de areia.
Bierhoff possou também com a Diretora da Escola Municipal Santo André, a pedagoga Patricia Farina. A Seleção prometeu ajudar financeiramente a Escola durante quatro anos.
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