terça-feira, 17 de junho de 2014

ALEMÃES : AUSTERA CELEBRAÇÃO E DE NOVO AO CAMPO DE TREINO

SELEÇÃO ALEMàDE FUTEBOL NA BAHIA

DEPOIS DAS CELEBRAÇÕES, DE NOVO A TREINAR

                                                                  Especial por Patricia Grinberg


Santo André, Santa Cruz Cabrália, Bahia.-    


Depois de celebrar austeramente ontem anoite, no hotel onde se hospedam em esta vila, os jogadores da Seleção de Alemanha voltaram ao campo de treino local hoje as 11 , para uma prática junto ao DT, Joachim Low, o alemão impassível, sempre com a mesma expressão germanicamente inescrutável, mesmo depois do 4 a 0 contra Portugal.

A primeira meia hora de treino foi aberta a imprensa (prometemos galeria de fotos para mais tarde) e  aproximadamente as 13 retornaram ao resort para almoçar e, desta vez sim, tomar a tarde livre e sem contatos com a imprensa, e assistir aos jogos de hoje juntos no hotel.

Quem sim esteve hoje visitando o Centro de Imprensa foi a cúpula da Federação Alemã de Futebol (DFB), encabeçada pelo presidente, Wolfang Niersbach, e o vice-presidente, Reinhard Rauball.

Os mandachuvas da DFB, entrevistados pelas TVs china e alemã, disseram ter adorado a recepção do povo brasileiro, tanto em Santa Cruz Cabrália, como ontem em Salvador.

Niersbach e Rauball visitaram a Sala de Imprensa no hotel Costa Brasilis e depois partiram para o resort Campo Bahia, a uns 200 metros de distancia, para almoçar junto ao time.




Lukas Podolski e a chanceler alemã Angela Merkel, apos o jogo de ontem em Salvador- Fonte:  fb Podolski

sábado, 14 de junho de 2014

NEYMAR E O DISQUE 100, MESSI E MALVINAS E A FILANTROPIA DA SELEÇAO DA ALEMANHA

FUTEBOL E CAMPANHAS HUMANITÁRIAS

NEYMAR E O DISQUE 100, MESSI E MALVINAS E A FILANTROPIA DA SELEÇÃO DA ALEMANHA

                                    Especial por Patricia Grinberg


Santo André, Santa Cruz Cabrália, Bahia.-

 Podem e devem os jogadores da Copa do Mundo aproveitar o publico global do evento esportivo mais importante do planeta para apoiar campanhas de direitos humanos?

 O meio-campista alemão Lukas Podolski destacou hoje que “nos gostamos do trabalho filantrópico e estamos sempre dispostos a colaborar com esse tipo de campanhas”.  Podolski lembrou que esta semana, ele e outros cinco jogadores do time alemão visitaram a Escola Municipal desta vila, onde a Seleção da Alemanha está hospedada. (http://ecotrilhasantoandrebahia.blogspot.com.br/2014/06/diretor-tecnico-da-selecao-da-alemanha.html)

“Eles  (a Escola Municipal Santo André) receberão milhares de euros” de ongs alemãs, através de articulações realizadas pela Federação Alemã de Futebol (DFB), afirmou Podolski.

O assunto foi tratado durante a coletiva de imprensa que ofereceram este melodia o mencionado jogador, o defesa  Benedikt Howedes. Foi o ultimo contato com a imprensa nesta vila,  antes de partir, esta tarde, a Salvador, onde segunda feira o time enfrentará a Portugal. 

Jens Grittner, o portavoz do time e moderador de todas as coletivas de imprensa da Seleção,  adicionou também um comentário sobre o assunto. “A DFB tem uma iniciativa social importante e estamos apoiando diversos projetos locais”, disse, prometendo a esta repórter informações detalhadas a respeito nos próximos dias.

Nossa pergunta, na verdade, era mais abrangente, e vamos transcrevê-la aqui pois achamos que não foi traduzida integramente na coletiva, ou a tradução não foi compreendida pelos interlocutores.
- “Aqui em América Latina, muitos jogadores e times da Copa estão envolvidos em campanhas de direitos humanos, como exemplo, Neymar e Daniel Alves estão apoiando o Disque 100 do Governo Federal do Brasil, de prevenção contra exploração sexual de crianças e adolescentes.  Por outra parte, o argentino Messi gravou vídeos contra o trafico de pessoas e o time argentino apoia Abuelas de Plaza de Mayo e se fotografou com um cartaz que diz As ilhas Malvinas são argentinas, em relação a disputa diplomática de soberania que mantem Argentina com Grã Bretanha”. Essa foi a pergunta desta repórter.

“Isso (a campanha por Malvinas) é demasiado politico, a DFB nunca se envolveria em uma campanha de tipo politico”, comentaria depois a este blog um representante da federação alemã.

Explicamos que a campanha em prol da soberania argentina de Malvinas foi uma iniciativa dos jogadores, e não da AFA , equivalente argentina da DBF, mais o dirigente do futebol alemã continua expressando a sua surpresa pela foto dos jogadores argentinos com o mencionado cartaz. Ficamos com a impressão que os jogadores alemães e a DFB estão muito mais articulados entre sim que os argentinos com a AFA.

A chanceler alemã Ângela Merkel também foi, claro, mencionada na coletiva, quando Podolski disse que vai tentar fazer uma “selfie” com a mandataria para postar no Instagram.   A chanceler já confirmou a sua presença no jogo para prestigiar a Seleção do pais governado por uma mulher, assim como acontece no Brasil da presidenta Dilma Roussef.

“Darei tudo de mim para que esse selfie seja possível e a chanceler nos visite nos vestuários após o jogo”, disse o jogador.

Outro jornalista perguntou a Podolski sobre os posts do jogador nas redes sociais, com fotos posando com os efetivos da Policia Militar brasileira que custodiam o hotel da Seleção.  “Os militares me pediram para tirar uma foto com eles na frente do hotel, eu achei bom, pois eles cuidam de nos”, comentou.

Podolski prometeu que na próxima semana estará postando outras fotos que tirou com vizinhos da vila de Santo André.

Voltando ao lado futebolístico da coletiva, pois nossos leitores assim solicitam, podemos dizer que nas vésperas da estreia da Alemanha na Copa, os jogadores continuaram firmes em não revelar os nomes dos titulares no jogo contra Portugal.  Fiel ao discurso do DT Low, Podolski disse que “somos todos os 23 jogadores uma força em alerta, sabendo que todos podem entrar ao campo”.

“Eu estou sempre em alerta”, afirmou com seu acostumado sorriso.

Podolski foi prudente quando um jornalista perguntou ao respeito das “duvidas sobre os árbitros” geradas depois do já famoso pênalti cobrado a favor do Brasil no jogo contra Croácia. “Isso não me interessa, na hora de jogar estaremos focados no jogo... os árbitros são apenas seres humanos e podem cometer erros humanos”.

“Ninguém pode influenciar nos arbitragens, vamos focar no nosso próprio desempenho”, apoio Howedes.

Sobre se a torcida do Brasil se inclinará mais pelo Portugal o pela Alemanha... Benedict destacou “a cordialidade e hospitalidade com que somos tratados aqui” no município de Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, e Podolski comentou que “claro que os portugueses tem a vantagem da língua, mais nos também sentimos a simpatia dos baianos, a sua hospitalidade.... tal vez 50 por cento do estádio torça por Portugal, e 50 por cento por Alemanha, e estará tudo bem se for assim”.






Fonte    Childhood





Fonte atualidad.rt.com


Fotos Patricia Grinberg- Podolski e Benedikt em coletiva de imprensa.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

TRIBULAÇÕES DE JORNALISTAS ESTRANGEIROS COM COMPANHIAS TELEFÔNICAS LOCAIS

OI SOCORRO POR FAVOR ou ET PHONE HOME

                                                                     por Patricia Grinberg

Santo André, Santa Cruz Cabrália, Bahia.-

A historia e os personagens são reais:

Esta manha, no Centro de Imprensa em Santo André, um jornalista alemão, Oliver Fritsch, me pede ajuda para traduzir as mensagens gravadas da OI  no seu telefone celular, pois ele não entende português.

Ai começou um ping pingue-pongue kafkiano de chamadas aos números de atendimento da OI, que se prolongou quase durante uma hora. Vejam:

Oliver não conseguia fazer ligações internacionais, pelo tanto chamamos ao estrela 144, numero de atendimento da OI.
Ai aparece uma gravação dizendo que a OI é patrocinadora da Copa e depois vem o atendimento eletrônico... vários passos até chegar, em fim, ao um ser humano, em fim, o procedimento padrão...

Explico a atendente que estou fazendo de interprete a um jornalista e que seria melhor ela me transferir a alguém inglês falante, para que ele próprio pudesse fazer as perguntas.  A atendente da companhia patrocinadora da Copa diz que não tem ninguém que fale inglês no momento no setor.

Ela diz que o telefone cujo serviço estamos requerendo é um numero corporativo e pelo tanto devemos ligar ao  0800 031 80 31.  Chamamos...depois de passar de novo pelo filtro eletrônico e confirmar todos os dados, em fim uma atendente humana diz que esse telefone corporativo foi contratado só há dois meses atrás e que para desbloquear o serviço de chamadas internacionais o cliente deve ter pelo menos três meses de contrato (!!!).

Depois de explicar a situação do jornalista, a atendente sugere chamar ao telefone 0800 031 0800.  De novo a maquina, a confirmação de dados, etc,.....e no meio da ligação, quando estávamos sendo transferidos ao setor de números corporativos...... a ligação cai...

A situação me fez lembrar a de ontem anoite, quando mantive quase idêntico não contato com a  empresa telefônica Vivo quando a minha internet caiu. Cronometrei 55 minutos de chamada em espera sem ser atendida.

Para resumir, porque até eu estou ficando exausta de reviver a situação... nada feito, nada solucionado... Ta vendo- explico a Oliver- se aqui no Centro de Imprensa não podemos resolver algo tão simples, imagina o cidadão ai fora, que não tem banda larga nem terá, provavelmente, quando a Copa termine e fica refém destas companhias.

De fato, a grande pergunta dos moradores desta vila é se depois da Copa a OI oferecerá o serviço de internet velox a população local, dado que a fibra ótica foi instalada na antena do vizinho povoado de Santo Antonio.

Existem duvidas sobre essa possibilidade, dado que a antena que a OI instalou no resort Costa Brasilis, onde funciona o Centro de Imprensa da Federação Alemã de Futebol (DFB) está apoiada em uma estrutura com rodinhas!

Ao final de nossa maratona telefônica, pergunto a Oliver se na Europa acontece a mesma coisa com as companhias telefônicas.  Oliver diz que não.  “Mas são as companhias EUROPEIAS que nos fazem passar isto AQUI”, digo eu.  Ele sorri, e assente. Fim do jogo.





ALEMANHA EM, DIA DE SIMULAÇAO DO JOGO DE SEGUNDA FEIRA

JOGADORES DA ALEMANHA CONSIDERAM QUE O PÊNALTI  A FAVOR DO BRASIL FOI UM ERRO DO ARBITRO

                                                      Por Patricia Grinberg


Santo André, Santa Cruz Cabrália, Bahia.-

Hoje é dia de simulação de jogo  para a Seleção da Alemanha. Isso significa que o time tomou uma refeição tipo almoço em vez de café de manha, e as 13, hora em que segunda feira confrontara a Portugal em Salvador, já estava treinando no CT local, desta vez em uma pratica fechada para a imprensa.

Antes do treino, dos jovens jogadores que integram a Seleção pela primeira vez, Eric Durm e Shkodran Mustafi, conversaram com os jornalistas no Centro de Imprensa.

Sobre o pênalti a favor do Brasil cobrado ontem pelo arbitro, Durm foi terminante ao dizer “ele cometeu um erro, e todos sabem disso”.

“Acho que a falta não era o bastante para cobrar um pênalti”, considerou o jogador alemão, porem imediatamente argumentou que “essas decisões devem ser tomadas muito rapidamente, em questão de segundos e as vezes erros acontecem”.

De todas maneiras, considerou que seria “conspirativa” a teoria de que o arbitro favoreceu intencionalmente ao Brasil, quando um jornalista perguntou ao respeito.

“Acho que Brasil tem 12 jogadores pelo apoio da arquibancada, e não pelo suposto apoio dos árbitros”, foi a vez de Mustafi responder a essa pergunta, que aludiu a se o time local teria mais um jogador por esse suposto favoritismo.

Enquanto ao desempenho da equipe brasileira, Durm tentou ser prudente com as criticas para o anfitrião ao opinar que “durante os primeiros minutos eles estavam sob muita pressão, mais depois dos primeiros 30 minutos vimos uma equipe fantástica”;

Mustafi disse que o Brasil “tem individualidades fantásticas, mas existem 23 pessoas numa equipe e temos que agir como equipe, o time que fizer isso melhor -destacou- será o que ganhara a Copa”

Os dos jogadores elogiaram enfaticamente ao time da Croácia que “deu tudo o que tinha que dar e fez um grande jogo”.

Tanto Eric Durm como Shkodran Mustafi destacaram em todo momento o “espirito coletivo” do time alemã, e deram como exemplo o fato de ter assistido ao jogo do Brasil todos juntos, em vez de cada um no seu quarto do hotel.

Utilizando o lema dos três mosqueteiros, Durm afirmou que no time alemão são “todos para um e um por todos”, e que a filosofia do técnico Low e dos jogadores ´que “ninguém deve sentir-se apenas como um jogador de reserva: todos estaremos prontos para entrar no jogo”.

Enquanto a quem vai ser titular no primeiro jogo, Mustafi considerou que “você deve estar com as expectativas mais baixas, mas ao mesmo tempo estar pronto no banco para entrar a qualquer momento”.

Uma jornalista perguntou se tinham medo de Cristiano Ronaldo, o atacante de Portugal.  “Respeito tudo bem, mais medo, não”, afirmou o jovem Durm, de 22 anos de idade, e adicionou: “se você tiver medo de um jogador, é melhor fazer as malas e ir embora”.

Os jogadores falaram também do gramado do CT local, Durm sinalizou que “é exatamente a mesma coisa que o gramado onde vamos a jogar” na próxima segunda feira em Salvador.
Durm explicou como é um dia de simulação de jogo, como o de hoje e dois dias atrás.  

“Arredor das 10 da manha tomamos uma refeição com platôs quentes, como pastas bolonhesa e até bifes, claro que cada um conhece o seu metabolismo e sabe qual a alimentação que lhe convém mais”.

Para Mustafi “a simulação é muito importante para situarse em um clima como este onde-admitu- não podemos acelerar durante os 90 minutos”.

“Os jogos serão duros, com um alto nível técnico, são os pequenos detalhes que farão a diferença”, opinou Durm, lembrando que o Brasil terá a vantagem de jogar na sua própria terra e condições climáticas mas que “nos já nos estamos aclimatando assim que não poderemos usar essa escusa”.

Alguém perguntou sobre amor e saudades...Mustafi disse que adora a namorada mas que tenta não pensar nisso  para focar no aqui e agora.  Enquanto a Durm, comentou sorrindo que,como “jovem e solteiro”,  não tinha ninguém que provocasse saudades românticas no seu coração.




quinta-feira, 12 de junho de 2014

DIRETOR TÉCNICO ALEMÃO DIZ BRASIL GANHARA, MAIS POR MARGEM ESTREITA

JOAQUIM LOW
DIRETOR TECNICO DA ALEMANHA: BRASIL GANHARA MAIS POR UMA PEQUENA MARGEM
                                  Especial por Patricia Grinberg

Santo André, Santa Cruz Cabrália, Bahia.-

“Brasil va ganhar o jogo de hoje, mais não por uma margem grande”, opinou este meio-dia o Diretor Técnico da Seleção da Alemanha, Joaquim Low, quem foi o encargado de responder hoje as perguntas dos jornalistas no Centro de Imprensa Local.

Como é habitual, o porta voz do time alemão, Uli Voigt, conduziu a coletiva de imprensa, realizada após um treino no CT localizado neste povoado e próximo a vila de Santo Antônio, que amanha celebrará a festa do seu padroeiro.

Os jogadores alemães assistirão ao jogo do Brasil juntos, no resort onde estão hospedados, e amanha as 13 realizarão outro treino,  mas desta vez fechado para a imprensa, sinalizou Low, quem explicou que se tratava de uma “simulação” do horário em que segunda feira Alemanha terá seu primeiro jogo contra Portugal, na cidade de Salvador.

O próximo sábado, pela tarde, o time partirá para a capital do Estado da BA , onde domingo terá, já instalados lá, um novo contato com a imprensa.

Acho natural que essas pessoas demandem direitos elementais como saúde, transporte publico”,  declarou Low quando um jornalista perguntou ao respeito das protestas populares em São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades.  “Essas manifestações- destacou- precisam continuar sendo pacificas”.

Low se manifestou “totalmente satisfeito com nossa escolha do local de hospedagem do time”.  Para ele “foi uma decisão correta”, especialmente pelo fato dos jogadores estar se adaptando ao clima cálido e húmido do Nordeste do Brasil

“Los dois primeiros dias foram algo difíceis, é obvio que com este clima ninguém sai com a camisa seca do campo de treinamento, mais os jogadores estão se adaptando muito bem estamos totalmente convencidos que foi correto vir aqui para adaptar-se o clima do Nordeste, em lugar que ir para o Sul”, sinalizou.

Sobre a vida cotidiana dos jogadores, explicou que geralmente vão dormir cedo e acordam arredor das 6.30 hs, comentou que não sentem a sensação de “sofrer” na concentração, pelas “vibrações positivas” da natureza que arrodeia e da calma e beleza do local do hospedagem, na vila de Santo André.

Segundo Low, o gramado do CT é também excelente, com os 22 milímetros regulamentares de espessura e “alinhamento Norte-Sul” ao estilo dos estádios sul-americanos.

Maradona e seus comentários para rede de TV Telesur não podiam estar ausentes da coletiva.  Uma jornalista espanhola perguntou sobre o comentário do ex 10 da Seleção Argentina ao respeito do fato do atacante de Portugal “Cristiano Ronaldo vender xampu cada vez que se levanta a camiseta”.  Low não entrou no clima de brincadeira e se limitou a responder que “pedimos a nossos jogadores para não fazer esse tipo de coisas”.



https://www.facebook.com/agenciapublica?fref=nf
FBI TREINA POLICIAS PARA CONTER PROTESTOS DURANTE A COPA

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Diretor técnico da Seleção da Alemanha quer boa relação com a vizinhança de Santo André

SELEÇÃO DA ALEMANHA E O OPERATIVO DE SEGURANÇA EM SANTO ANDRE 

BIERHOFF: “QUEREMOS UMA BOA RELAÇÃO COM A VIZINHANÇA” DE SANTO ANDRÉ E CABRÁLIA

Por Patricia Grinberg (Jornal Folha Jacumã-APA Santo Antônio) Santo André, Santa Cruz Cabrália, Bahia.

 Durante dois dias consecutivos, o imenso operativo de segurança montado arredor da seleção alemã na pequena vila de Santo André foi assunto da coletiva de imprensa do time. O primeiro dia, terça feira, por uma pergunta de esta repórter. Hoje, foi a vez de um jornalista alemão de perguntar sobre o incomodo causado a moradores desta vila do Extremo Sul da BA, felizes de receber visitantes, pois são hospitaleiros por natureza, mais estranhados de ter que passar barreiras da Policia Militar para chegar em casa

 Fontes do time comentaram a esta repórter que os próprios jogadores se sentiram inconfortáveis com a situação, especialmente depois que a Folha de São Paulo titulo uma matéria Alemanha cria um Muro de Berlin na Bahia. (http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/06/1467170-alemanha-cria-muro-de-berlim-na-bahia.shtml)


 É preciso entender que o povo alemão em geral, pela sua historia, tem horror a qualquer forma de autoritarismo e pelo tanto se esforçam especialmente em ser “politicamente corretos”.

 Nenhum jogador do time tinha lido a tal matéria da Folha, ocupados como estão não somente com a preparação física, senão também com um continuo trabalho de motivação e analise, utilizando um aplicativo especial do qual falaremos em outra matéria, do comportamento no campo de se próprios e dos futuros adversários.

 Até ontem... na coletiva realizada no Centro de Imprensa montado no resort Costa Brasilis, quando esta repórter perguntou aos simpáticos jogadores André Schurrle (meio campo) e Philip Lahm (defesa e capitão do time)

 “Vocês são muito jovens para ter conhecido o Muro de Berlim... mas gostaria que fizessem algum comentário sobre a matéria da Folha de São Paulo referida ao operativo de segurança neste pequeno povoado de 800 habitantes...”, foi a pergunta.

 Os jogadores sorriram e se dispunham a responder, mas quem tomou a palavra foi o porta-voz do time, Jens Grittner, quem afirmou que a segurança “foi organizada pelo comité organizador local” e não pela equipe alemã. Por falar em termos futebolísticos, chutou a bola para fora do campo.

 O assunto deu que falar... vários jornalistas alemães se aproximaram a esta repórter, após a coletiva, considerando que a pergunta não tinha sido respondida.

 Foi então que hoje. um jornalista da ARD trouxe de novo o assunto a coletiva, desta vez com interlocutores diferentes, Oliver Bierhoff, diretor técnico, e Hans Dieter Hermann, o psicólogo motivador do time.

 “Os moradores de Santo André não estão gostando de perder o direito de transitar livremente pelas suas próprias ruas…”, disse o jornalista. Bierhoff deu uma resposta bem mais espontânea que a do porta-voz do time: “Nos também adoraríamos andar de bicicleta por este bonito lugar, mais não nos permitem. Temos que entender a preocupação do pessoal da segurança. Já ouvimos falar da preocupação da população e é embaraçoso para nos, queremos uma boa relação com a vizinhança, não queremos incomoda lós”.

 Causa e efeito... poucas horas depois, o que ia a ser uma visita breve e de dois ou três jogadores a Escola Municipal de Santo André, se transformou numa verdadeira festa, onde uma meia dúzia de membros da Seleção, acompanhados pelo próprio Bierhoff, se amostraram disponíveis para fotos e autógrafos e curtiram um baba com os pequenos alunos, que não ficaram para atrás na hora de marcar homem a homem aos visitantes.

 Os jogadores Özil, Schweinsteiger, Podolski, Draxler, Ginter e Grosskreutz pareciam divertir-se como meninos em um recreio, jogando bola no estreito espaço de chão de areia e recuperando por alguns instantes a espontaneidade roubada aos futebolistas profissionais pelas regras FIFAS, aplicativos, segurança e contratos milionários de compra e venda.

 Até o pessoal da Federação Alemã de Futebol (DFB) se amostrou simpático e mais preocupado em manter a raia aos quase 50 jornalistas presentes que a limitar o movimento das crianças, que dançaram e até tocaram músicas do folclore alemã para os visitantes. 

Poderia se dizer que esta tarde, na escola, o tal muro de Berlim caiu, se não fosse porque as mães dos alunos não puderam entrar no prédio e tiveram que assistir à apresentação do lado de fora da cerca. “Gostaríamos que entrassem todos, mais não haveria espaço suficiente”, afirmaram representantes da Escola Municipal, explicando que horas antes haviam mantido uma reunião organizativa com membros da delegação da Alemanha.

 Hoje a melodia, após a coletiva de imprensa, tirei o crachá de imprensa e andei em direção ao centro do povoado para ver se alguém interditava a passagem. Ninguém interditou., tal vez pela minha aparência de estrangeira? Mas. no caminho, conversei com uma moradora vizinha do hotel onde se hospeda o time e cujo nome não menciono pois trabalha num resort do povoado. “Eu não vou usar crachá para ir a minha casa”, disse referindo-se as identificações distribuídas aos moradores do entorno. “Eles que deveriam usar crachá- considerou- para nos sabermos quem são”.